"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." João 14.6

Coluna: FALANDO A ALMA
Nome: ROGÉRIO B. BERNARDES
E-mail: oirerog@gmail.com
Igreja: CASA DE ORAÇÃO EM JARDIM MARILÂNDIA
Memorando:

Rogério Batista Bernardes, casado com Marilene Rodrigues Bernardes, pai de Miguel e Marilia, nascido em Ecoporanga, em 1969.

Graduado pela Universidade Federal do Espirito Santo; Formado e Especializado em Psicanálise Clínica Pela UNIG e ABPC; Especializado em Gestão Pública Municipal, pelo IFES.

23/10/2019 22:27:41

SE O SENHOR É CONOSCO, POR QUE TUDO ISSO NOS SOBREVEIO?

Juízes 6:12,13.

 

Durante um tempo o povo de Israel esteve afligido por seus vizinhos Midianitas, Amalequitas; e os povos do Oriente. Nesse período estava empobrecido, amedrontado, encontrava-se como animal em “estado asselvajado”, escondia-se em buraco e, toca que ele mesmo construía. Não podia plantar, colher, criar, os israelitas que ousavam fazer eram expropriados de suas colheitas e/ou animais, ou tinham suas plantações destruídas.

Neste mesmo cenário, eis que um homem rude, de família simples, da tribo de Manassés, ousava sair da toca, da caverna, e fora da caverna, desafiando as circunstâncias, colhia os frutos da sua coragem.

Como disse, entre outros, o sábio Salomão: “Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons”; assim Gideão não colheu apenas trigo, sua atitude foi enxergada, os olhos do Senhor estavam no lagar onde Gideão malhava o trigo. O estar fora da Caverna, rendeu mais que trigo, muito mais que admiração de familiares ou irmãos, rendeu reconhecimento divino: “O Senhor é contigo varão valoroso”!  

Mas, estar fora da caverna nem sempre é sinônimo de confiança em Deus, a crença estava abalada, as duvidas pairavam:

- Se é conosco, por que isto nos sobreveio? 

 - Se é, o que é feito de todas as suas maravilhas que nos contavam os pais?

Entrar à caverna é mais comum que se imagina, é um dos mecanismos de segurança que o inconsciente recorre com muita freqüência, promovidos por sentimentos de abandono, solidão, tristezas, decepções, fobias, lutos, prejuízos, reprovações, culpas, reais ou imaginárias, quase sempre se entra só, e quanto mais tempo na caverna, maior o medo, a lamentação, e mais deprimido.

Se ao entrar o sujeito o faz só, para sair de lá é preciso além da própria vontade o empenho de outros.

Em sua manifestação Gideão deixa a entender que se sentia pequeno, sozinho, abandonado pelo Deus de que seus ancestrais conheciam; que lutava com as próprias forças.  Nesse estado é difícil reconhecer que a companhia de Deus é real, que a misericórdia divina é determinante para seguir em frente. É como se Gideão dissesse estou ralando sozinho, trabalhando em local impróprio, para sustentar minha família, e onde está este Jeová? 

No contexto encontram-se dois grupos: os que se entocam e os que se revoltam, tanto um quanto o outro estão se sentindo inferior, abandonado, sozinho, triste, decepcionado.

Assim, por mais que seja real seu sofrimento, por maior que for a dor, procure: se manter fora da caverna, crie mecanismos para enfrentar seus midianitas, amalequitas e outros inimigos, e acima de tudo, conheça e reconheça Deus pessoalmente, não se contenha apenas com o Deus que lhe contaram, lhe falaram, que leu sobre ele.

Acredite!

O Senhor é contigo, vá à tua força!

Assim livrará você e outros, dos medos, das cavernas, da miséria, da escravidão.

     

Rogério Batista Bernardes

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